A atual situação do

transporte coletivo de Marabá é um dos principais alvos de reclamações de quem

mora na cidade.

De dia ou a noite, não

importa: quem depende de ônibus para se deslocar para o trabalho, ou mesmo para

cumprir compromissos precisa ter muita paciência para enfrentar a longa espera

nas paradas.

É só conversar por alguns

minutos com os usuários para ouvir deles que o transporte do município é uma

verdadeira falta de respeito com a população.

“A gente passa mais de uma

hora aqui para o ônibus poder passar. Têm dias que dá 12h e nenhum ônibus

passou aqui no São Félix”, reclama o pedreiro José Renato Pereira.

Quem também está

insatisfeito com a situação é o aposentado Antônio Ribeiro, que conta que o

ônibus coletivo é um problema. “Se a gente tiver um trabalho para fazer, se for

esperar pelos ônibus coletivo, você perde o seu trabalho”.

Além do número reduzido de

veículos, Domingos Silva, morador do Bairro Laranjeiras, reclama que tem

crédito no VT Card e não pode usar.

“Quando trocou a empresa eu

tinha crédito no cartão. Mas, ninguém falou mais nada sobre isso. Eu ganho

apenas um salário mínimo e estou gastando R$ 300 para ir e voltar do trabalho”.

Domingos Silva contou

ainda que trabalha no Bairro São Félix e diariamente enfrenta dificuldade.

“O patrão não quer saber

se tu vai chegar atrasado ou não. Ele não quer saber se tem ônibus ou não. Se

eu ficar desemprego, a prefeitura não vai dá comida para os meus três filhos”,

desabafa.

FROTA

Além da demora, quem

precisa do transporte coletivo encontra lixo por toda parte nas paradas de

ônibus. Os veículos são antigos e estão rodando de forma reduzida devido à

pandemia.

Segundo o secretário

municipal de Segurança Institucional (SMSI), Jair Guimarães, que também é

presidente do Conselho Municipal de Trânsito da cidade, apenas 12 ônibus

estavam circulando em Marabá durante o ponto mais crítico da pandemia.

Atualmente mais de 20 está em operação, o que ainda é considerado pouco.

“Ficamos quase 15 dias

praticamente de lockdown em Marabá, não tinha passageiro, as escolas deixaram

de funcionar, tudo fechou e o passageiro sumiu também. Agora já reabriu o

comércio no geral, shopping, academias, vamos pressionar para que os ônibus

voltem ao normal. A demanda vai surgindo e a gente vai colocando ônibus”, contou

Jair Guimarães.

Sobre o VT Card, Jair

explicou que por questões econômicas, ficou inviável cobrir a proposta ofertada

pelas empresas anteriores para compra do VT Card. Por enquanto, apenas o cartão

estudantil está sendo aceito para cobrança de meia passagem. Já os demais

usuários que tiverem créditos no VT Card, só poderão ser ressarcidos por meio

judicial.

“As pessoas, empresas que

foram prejudicadas terão de entrar com processo judicial e acionar as empresas

TCA e Nasson, uma vez que venderam as passagens sabendo que iriam operar até o

dia 15 de fevereiro”, explica Jair.

Foto: Reprodução

Conteúdo Patrocinado

MAIS ACESSADAS