Ash Soto, da Flórida, Estados Unidos, foi diagnosticada com vitiligo - condição que causa despigmentação na pele - aos 12 anos. Ela conta que, na época, ouviu diversos comentários maldosos sobre as manchas. Isso a deixou insegura a ponto de parar de usar biquínis e outras peças de roupa que deixavam o corpo à mostra. Hoje aos 24 anos, a jovem está superando essa questão com um projeto viral no Instagram.

"Quando as manchas nos meus cotovelos e braços começaram a ficar maiores, me senti indefesa. [As crianças] agiam como se eu fosse contagiosa. Já fui chamada de vaca e perguntavam se eu estava tentando ser branca", conta em entrevista à  Barcroft TV .

O bullying afetou a autoconfiança de Ash, que mesmo vivendo em uma região tropical dos EUA, começou a usar casacos e blusas de manga comprida até no verão para esconder as manchas causadas de  vitiligo . "Eu era uma concha da pessoa que costumava ser, não me reconhecia mais", explica ela. Ver essa foto no Instagram Who’s your favorite powerpuff girl? When Blossom says being a powerpuff girl isn't about getting your way, it’s about using your own unique abilities to help people and the world we all live in. That’s what I mean by taking your story and letting it be heard you have no idea how impactful you can be 💚 I love you all so much I teamed up with @dollskill for a little giveaway to win this BOTTOM virgo set ! 🥰 Here's how to win : like this post, tag a friend in the comments, follow me and @dollskill for chance to win — winner will be picked in 24 hours 💭 WINNER @gemmy_morgan ! Uma publicação compartilhada por ASH SOTO (@radiantbambi) em 22 de Set, 2019 às 2:40 PDT

A relação da jovem com a própria pele mudou quando ela decidiu postar fotos nas redes sociais. "Estava cansada de olhar para a minha pele de uma maneira negativa, não queria ficar triste. Senti que, se pudesse me fortalecer e ter confiança, poderia ensinar aos outros. E se isso significasse me colocar nas redes sociais, eu faria isso".

Ash conta que ficou tão nervosa com a ideia, já que tinha medo de ser criticada, que publicou a primeira foto com as mãos tremendo. Porém, a resposta dos internautas não foi como ela esperava. "Outras pessoas começaram a me escrever, dizendo que também têm essa condição de pele, então nós começamos a compartilhar histórias e eu pensei 'ai meu Deus, não estou sozinha'", lembra.  Ver essa foto no Instagram Use that self love you have gathered for yourself and paint your canvas with beautiful bright & vibrant colors, it adds to how you unique and special you already are 🌈💗 don’t let anyone or any negativity break your paint brush. I had to add the last picture because my dog does not let me take pictures in peace 🥰 Uma publicação compartilhada por ASH SOTO (@radiantbambi) em 4 de Ago, 2019 às 3:23 PDT

Foi a partir disso que ela começou um novo projeto: criar ilustrações digitais sobre as próprias fotos, desenhando por cima das manchas e "transformando em arte a pele que ela costumava odiar". No Instagram, ela já acumula 162 mil seguidores e recebe, em média, 12 mil curtidas por imagem.

Isso a ajudou a se tornar ainda mais confiante sobre o próprio corpo - apesar de ainda não se sentir bem para sair das redes e se expor no "mundo real". "Fico nervosa quando as pessoas veem minha pele, porque muitas ainda encaram. Isso me traz muitas memórias do que passei antes."

E ela afirma ainda estar vivendo essa jornada de aprender a se amar. "Preciso ensinar a mim mesma que não tem problema em ser diferente. Agora, quando me olho no espelho não vejo mais minha pele como a de um monstro, mas como algo que me torna única. Tento me lembrar de todas as coisas que me trouxeram até aqui", finaliza.

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