A cobra naja que picou o estudante Pedro Henrique Santos

Krambeck, 22 anos, foi encontrada e capturada. O Batalhão da Polícia Militar

Ambiental (BPMA) resgatou o animal no shopping Pier 21 nesta terça-feira (07).

As informações sobre o animal foram oferecidas por

familiares da vítima.

Um amigo do estudante foi convencido por policiais do Batalhão

da Polícia Militar Ambiental (BPMA), a informar o local exato do bicho. De

acordo com ele, a cobra foi deixada nas proximidades do shopping, “num local

escuro e atrás de um morro de areia”, conforme descreve o comandante do BPMA,

major Elias Costa.

“O animal, aparentemente, passa bem. O local onde está

condicionado é ideal para esse tipo de animal, caso alguém queira levá-lo para

algum lugar. Muito embora seja um animal bem agressivo, nós não o encontramos

agressivo, está bem tranquilo”, detalha o major.

Com aproximadamente 1,5m,

a cobra foi encaminhada ao Zoológico de Brasília e ficará, por enquanto, no

recinto serpetário.

Em contato com o amigo de Pedro, descobriram que a naja

estava com ele. "Ele se disponibilizou a entregar a cobra. Negociamos a

todo instante. Mas, em determinado momento, ele disse que devolveria a naja

para a Polícia Militar", detalhou o delegado.

ACIDENTE

Internado no Hospital Maria Auxiliadora, Pedro Henrique

Santos Krambeck Lehmkuhl está em coma, internado na unidade de terapia

intensiva (UTI). O soro antiofídico chegou em Brasília apenas na madrugada

desta quinta-feira (09), ele é necessário para o tratamento do veneno, que é

estocado pelo Instituto Butantan em São Paulo.

Estudante de veterinária, o jovem apresentou uma melhora no

fim da tarde desta quarta (08). Durante esta madrugada, Pedro sofreu um choque

anafilático, consequência de uma reação alérgica grave, e a administração do

soro precisou ser interrompida. Só após um período de mais de seis horas em

observação, a equipe médica pôde continuar o procedimento. Ainda assim, o

estudante precisou ser submetido a hemodiálise, com o intuito de remover substâncias

tóxicas do sangue.

Foto: Reprodução

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