O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-BBB Felipe

Prior por estupro nesta quinta-feira (6), após a 1ª Delegacia de Defesa da

Mulher (DDM) de São Paulo concluir, na última terça-feira (4), um inquérito

policial sem indiciá-lo.

O caso, que

investiga as acusações de estupro e tentativa de estupro de três mulheres

contra o arquiteto, está atualmente sob sigilo.

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A delegada

Maria Valéria Pereira Novaes, da 1ª DDM, já havia afirmado que o inquérito que

investigava se Prior havia cometido os crimes fora encaminhado para o

Ministério Público, que por sua vez ainda poderia oferecer denúncia.

"Terminei

o relatório e encaminhei com tudo que apurei. Eu, como delegada, tenho que me

ater ao delito e, pela minha convicção técnico-jurídica, aquele crime, aquele

artigo penal, não aconteceu. Isso não quer dizer que ele não vai ser indiciado

posteriormente ou que tenha sido absolvido", disse Novaes à reportagem.

A assessoria

de Prior afirmou, em nota, que sua advogada, Carolina Pugliese, sempre

acreditou que ele provaria sua inocência. "O que nós esperamos agora é que

o caso seja encerrado para que a justiça se restabeleça e o Felipe Prior retome

o curso normal de sua vida", afirmou.

Procuradas

as advogadas Juliana Valente e Maira Pinheiros, que representam as supostas

vítimas disseram, em nota, que "repudiam as conclusões da polícia

formuladas no relatório final, por entendermos que elas não refletem o conjunto

de provas que confirma os relatos das mulheres."

"Esperamos

que a injustiça desse relatório seja revertida nas próximas etapas. Esperamos

ainda que essa posição lamentável da polícia não leve as milhares de mulheres

que sofrem violência todos os dias a ter medo de denunciar o que

sofreram", completaram elas.

Os supostos

crimes, que foram revelados pela primeira vez pela revista Marie Claire, teriam

acontecido entre 2014 e 2018, após festas dos jogos universitários InterFAU. As

três mulheres não teriam registrado boletim de ocorrência na ocasião por

vergonha e medo. Já Prior sempre negou as acusações.

ENTENDA O

CASO

Os relatos

dos supostos crimes foram confirmados à reportagem pela advogada Juliana de

Almeida Valente, que representa as vítimas, após a eliminação de Felipe Prior

da última edição do Big Brother Brasil. Segundo ela, as três mulheres não

teriam registrado boletim de ocorrência na ocasião por vergonha e medo.

Uma das

vítimas afirma, segundo a advogada, que estava com uma amiga, em uma festa de

comemoração dos jogos universitários na cidade de São Paulo, quando pegou

carona com Prior. Ela conta que, depois de deixarem a amiga em casa, ele teria

encostado o carro em uma rua escura e teria ido para cima dela, que estava

embriagada.

Prior teria

puxado a jovem para o banco de trás e teria forçado a relação sexual de forma

violenta e incisiva, apesar de ela dizer não. A violência teria provocado um

ferimento na região vaginal da vítima, o que teria levado a um grande

sangramento. Ele então teria parado e se oferecido para levá-la ao hospital, o

que ela teria recusado.

A jovem

teria ido posteriormente ao pronto-socorro, onde teria sido questionada sobre

um possível abuso sexual, mas ela teria se recusado a falar sobre o ocorrido

por vergonha. Segundo a advogada, ela ficou uma semana de cama e posteriormente

teve abalo emocional, crise de pânico e dificuldade em relacionamentos.

Outro caso

teria ocorrido na cidade de Biritiba Mirim, interior paulista, durante o

InterFAU 2016. Segundo a Marie Clare, ela acompanhou Prior até sua barraca de

camping, mas teria desistido da relação sexual por não ter camisinha. Ele então

teria tentado força-la e impedi-la de deixar o local, mas ela teria conseguido

se desvencilhar.

Valente

afirmou que a vítima resolveu procurá-la apenas depois do início do Big Brother

Brasil 20, após um tuíte apontar casos de assédio e abuso relacionados a Prior.

O post acabou sendo apagado pela autora, mas a partir daí a jovem encontrou as

outras duas vítimas.

O caso mais

recente teria acontecido em 2018, também no InterFAU, em Itapetininga. Ainda de

acordo com a revista, ela também teria aceitado ir até à barraca de camping do

arquiteto e teria tido relações sexuais com ele, mas em certa altura ele teria

passado a ser agressivo e ela falou que não queria mais, mas ele não teria

parado.

InterFAU

afirmou, em nota, na época das denúncias, que Prior não poderia ingressar e

tampouco participar das atividades do evento desde outubro de 2018, justamente

por causa de denúncias envolvendo-o em casos de assédio "além de uma acusação

de crime sexual durante o InterFAU de 2018".

Foto: reprodução

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